terça-feira, 26 de abril de 2011

Quando o amor adoece!!!

Hoje irei escrever sobre o ÓDIO... Esse estranho sentimento, que muitas vezes povoa meu ser... O ódio, a meu ver, nada mais é do que o avesso do amor... É como uma “casca que caí do corpo”... Como se o amor virasse uma ferida... Um sentimento que foi rejeitado...
Busco não me conectar com esse ódio que sinto, eu o coloco como um sentimento exterior ao meu Eu. Ao amor digo sim! Já o ódio está “recortado” de forma tal que não há possibilidade de passar do avesso ao direito nem do direito ao avesso. “O que eu sinto e o que eu assumo que sinto” estão separados, como o direito e o avesso sem que eu possa percorrer os dois lados em continuidade. E isso é a antítese amar/odiar como uma única expressão da transformação de uma pulsão em seu contrário... O amor e o ódio, não raro, comparecem juntos, mesmo sendo uma antítese do outro! Entendo que o ódio, enquanto relação com o objeto amado existe antes do amor, sendo manifestado por intermédio do desprezo do outro e da repulsa primitiva por parte do EU em relação ao mundo exterior... Este incansável emissor de estímulos... O mundo externo!!!
Medito sobre esses acontecimentos...
Quando um verdadeiro amor desemboca no ódio numa dimensão tão real, nele, o amor se aproxima da morte, numa dialética muitas vezes impossível de suportar. É preciso ser firme para fazer o amor ir alem das “aparências do ser”... O amor deve SER não mais como paixão, mas como um “dom ativo”. O amor visa o outro, não na sua especificidade, mas no seu SER... Escrevo sobre essa dialética, não com o intuito de buscar uma verdade absoluta, e sim, por buscar a verdade concreta de cada sensação observada em mim, na configuração de minhas vivencias que é definida e articulada por eu mesma, “artista de minha própria história”. Para encontrar a minha verdade, parto de minha própria experiência de vida. No caminho conduzido pela minha intuição e razão, por minhas vivências, sensações e valores... Vou acrescentando novos elementos à composição VIDA, diferenciando-os e reajustando-os... Ao final, tenho à minha frente uma “imagem / conceito” que consiste na última de muitas sínteses anteriores... E, por mais que eu tente repetir uma composição, seguindo passo a passo as etapas de sua elaboração, nunca poderei obter o mesmo resultado... Não importa quantas vezes amei, sempre será novo cada sentimento, cada nova história de amor... Certamente existem muitos que vêem o ódio de forma diferente, da qual coloco aqui, porém minha intenção é refletir, entender sobre as sensações dúbias que permeia meu coração, ora amo, ora odeio o mesmo sujeito causador dessas sensações... Como é possível transitar por esses sentimentos “opostos” e paralelos, senti-los ao mesmo tempo? O ódio, tal como o amor nesse caso, parece se alimentar com as menores coisas dentro de mim... Assim como sei, a pessoa amada não pode me fazer nenhum mal, a mesma pessoa odiada não pode me fazer nenhum bem... Sinto-me pequena ao odiar... Tenho consciência que só o amor afirma, e que ele fica pequeno em face do ódio, então nego veementemente esse sentimento, pois só o amor me salva e me faz chegar à essencial verdade... Que o amor, em mim, sempre vença!!!

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